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Bancário · Bradesco

Trabalhou no Bradesco e o prêmio nunca caiu?

Avisaram que você estava elegível ao bônus, você bateu o que tinha que bater, e o pagamento não veio. Isso tem nome e tem conserto.

O cargo que eles usam

No Bradesco, o cargo que costuma aparecer nesses casos é o de gerente assistente, gerente de contas ou gerente de relacionamento. É com ele que o banco tenta justificar a jornada de oito horas em vez de seis.

Só que o nome no crachá não decide nada. O que decide é se você tinha poder de verdade.

Sinais de que o cargo não era de confiança de verdade

  • Você batia ponto como todo mundo
  • Não tinha ninguém subordinado a você
  • Precisava pedir autorização até para coisa pequena
  • Não podia contratar, advertir nem demitir
  • Era cobrado por meta igual aos colegas sem o cargo
  • A gratificação era menor que um terço do salário

O prêmio anual por desempenho: O Bradesco tem um prêmio anual para quem se destaca. O que se repete nos casos é sempre igual: o funcionário é avisado de que está elegível, cumpre tudo, e o pagamento simplesmente não sai, sem ninguém explicar. Se o colega do lado, no mesmo cargo e com o mesmo resultado, recebeu, o banco vai ter que dizer qual foi o critério para deixar você de fora.

Trabalhou no Bradesco?

Me conta qual era seu cargo, o horário que você fazia de verdade e há quanto tempo saiu. Com isso eu já sei por onde a conversa vai.

Contar meu caso

As verbas que somem nesse banco

O que costuma faltar no Bradesco

  • O prêmio anual por desempenho que não foi pago
  • A verba de representação, que uns recebem e outros não
  • Comissão dos seguros, consórcios e previdência que você vendeu
  • Sétima e oitava hora, com reflexo em tudo
  • Diferenças da gratificação de função

O que o banco vai alegar

O Bradesco costuma dizer que o prêmio é uma bondade, sem obrigação de pagar a ninguém, e que a comissão dos produtos é do corretor cadastrado, não sua. Só que quem sentou com o cliente, ofereceu e fechou a venda foi você — e a lei já resolveu essa discussão a favor de quem vende.

Saber disso de antemão muda o jeito de montar o caso: a prova se organiza para derrubar justamente esse argumento, e não para repetir o óbvio.

O que se costuma pedir

Pedidos típicos nesse tipo de caso

  • O prêmio por desempenho de todos os anos que ainda dá para cobrar
  • A verba de representação, e o reflexo dela em tudo
  • Comissão pelos produtos do grupo que você vendeu
  • Sétima e oitava hora como extra
  • Derrubar o cargo de confiança
  • Dano moral por cobrança abusiva de meta

Se você tem e-mail, mensagem ou comunicado dizendo que estava elegível ao prêmio, guarde. É o tipo de papel que encurta muito a discussão.

Uma coisa que quase ninguém pede

Pergunta simples: você chegou a tirar trinta dias de férias seguidos alguma vez? Se a resposta for não, e o motivo era sempre o mesmo — não podia parar por causa da meta, era melhor vender parte, era melhor dividir em pedaços — então tem dinheiro parado aí.

Férias existem para descansar de verdade. Quando o banco empurra o parcelamento ou a venda para o funcionário não sair do ritmo, ele descumpre a regra, e a consequência é pagar essas férias em dobro.

O melhor dessa história é a prova: ela já está com você. É a ficha de anotações da sua carteira de trabalho, que mostra ano por ano como as férias foram tiradas. Num contrato longo, esse pedido sozinho costuma valer mais que muita gente imagina.

Sobre o prazo: dois anos depois de sair do banco para entrar com a ação, cobrindo os cinco anos anteriores. Cada mês dentro do prazo são duas horas extras por dia que entram na conta.

Vale a pena conversar?

A conversa não custa nada e não te compromete. Se eu achar que não tem caso, eu falo.

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