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Bancário · C6 Bank

Trabalha com tecnologia dentro de um banco digital?

Quem sustenta o sistema de um banco que não fecha nunca vive de plantão. E plantão à noite, no fim de semana e no feriado tem que ser pago.

O cargo que eles usam

No C6 Bank, o cargo que costuma aparecer nesses casos é o de analista, especialista ou líder técnico da área de tecnologia. É com ele que o banco tenta justificar a jornada de oito horas em vez de seis.

Só que o nome no crachá não decide nada. O que decide é se você tinha poder de verdade.

Sinais de que o cargo não era de confiança de verdade

  • Você ficava de plantão à noite, no fim de semana ou no feriado
  • Tinha que estar com o celular ligado esperando chamado
  • Era acionado de madrugada quando o sistema caía
  • Cumpria oito ou onze horas por dia, com meia hora de almoço
  • Ninguém pagava nada a mais por esse tempo
  • No papel você não era bancário, mas trabalhava dentro do banco

Por que quem é de tecnologia também é bancário: Banco digital não tem agência, mas tem gente sustentando o aplicativo vinte e quatro horas por dia. Quem faz esse serviço trabalha para o banco, dentro da atividade principal dele — e isso costuma dar direito à mesma jornada de seis horas e às mesmas verbas de quem está numa agência. É um caminho que pouca gente da área de tecnologia conhece, e o valor envolvido costuma surpreender, porque o salário dessa turma é alto e cada hora extra sai cara.

Trabalhou no C6 Bank?

Me conta qual era seu cargo, o horário que você fazia de verdade e há quanto tempo saiu. Com isso eu já sei por onde a conversa vai.

Contar meu caso

As verbas que somem nesse banco

O que costuma faltar no C6 Bank

  • As horas de plantão e de sobreaviso, que ninguém paga
  • Tudo que passou da sexta hora por dia
  • O adicional de quem trabalha de madrugada
  • O descanso de onze horas entre um dia e outro, quando era quebrado
  • Intervalo de almoço de meia hora, que é menor que o devido
  • Participação nos lucros e prêmios de meta sem reflexo em nada

O que o banco vai alegar

O banco costuma dizer que você não é bancário, que era só um profissional de tecnologia, e que ficar disponível pelo celular não é trabalho. Os dois argumentos já foram enfrentados: o que conta é para quem e para que você trabalhava, e ficar preso esperando chamado não é tempo livre.

Saber disso de antemão muda o jeito de montar o caso: a prova se organiza para derrubar justamente esse argumento, e não para repetir o óbvio.

O que se costuma pedir

Pedidos típicos nesse tipo de caso

  • Reconhecimento de que você é bancário, com jornada de seis horas
  • Horas de sobreaviso e de plantão em todo o contrato
  • Horas extras além da sexta e além da oitava
  • Adicional noturno
  • Descanso entre jornadas que foi desrespeitado
  • Dano por não conseguir se desligar do trabalho nunca

Escala de plantão, grupo de mensagem do time, chamado de madrugada e registro de acionamento do sistema são a prova desse caso. Se você ainda tem acesso a alguma coisa disso, guarde antes de perder.

Uma coisa que quase ninguém pede

Pergunta simples: você chegou a tirar trinta dias de férias seguidos alguma vez? Se a resposta for não, e o motivo era sempre o mesmo — não podia parar por causa da meta, era melhor vender parte, era melhor dividir em pedaços — então tem dinheiro parado aí.

Férias existem para descansar de verdade. Quando o banco empurra o parcelamento ou a venda para o funcionário não sair do ritmo, ele descumpre a regra, e a consequência é pagar essas férias em dobro.

O melhor dessa história é a prova: ela já está com você. É a ficha de anotações da sua carteira de trabalho, que mostra ano por ano como as férias foram tiradas. Num contrato longo, esse pedido sozinho costuma valer mais que muita gente imagina.

Sobre o prazo: dois anos depois de sair do banco para entrar com a ação, cobrindo os cinco anos anteriores. Cada mês dentro do prazo são duas horas extras por dia que entram na conta.

Vale a pena conversar?

A conversa não custa nada e não te compromete. Se eu achar que não tem caso, eu falo.

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