Se você roda em caminhão, provavelmente já sentiu que trabalha muito mais do que aparece no contracheque. Não é impressão. Existem cinco pontos que se repetem em quase todo caso de motorista que chega aqui, e vale conferir quantos são o seu.
1. As horas que somem
Você chega na fábrica de madrugada, entra na fila e espera. Carrega, descarrega, espera o documento. Nada disso costuma entrar na conta, porque o controle da empresa só registra o tempo em que a roda girou.
Mas esperar também é trabalhar. Se naquele momento você não podia ir embora, era tempo à disposição da empresa. E tempo à disposição é jornada.
2. O tanque do caminhão
Esse quase ninguém sabe. Se o caminhão tem tanque instalado depois de fábrica que comporta mais de 200 litros, existe direito ao adicional de periculosidade — 30% em cima do salário, durante todo o contrato.
E vale o que o tanque realmente comporta, não o que está pintado nele. Já vi tanque marcado "180 L" receber 201 litros num enchimento só.
3. A comissão calculada por baixo
Quem ganha por porcentagem do frete raramente vê o valor real. Você recebe a informação de quanto o frete deu, e confia. Só que existe um documento fiscal com o valor verdadeiro, e nem sempre bate.
A diferença parece pequena por frete. Em três anos, vira um valor considerável.
4. O salário na carteira menor que o real
Registrado dois mil, recebendo oito. Chamam de ajuda de custo, prêmio, ajuda combustível. Parece bom porque cai mais líquido, mas derruba FGTS, férias, décimo terceiro, rescisão e até sua aposentadoria.
E aqui está o ponto que muda tudo: quando o juiz reconhece o salário real, todo o resto do processo é recalculado por cima do valor verdadeiro. É o que costuma multiplicar o valor final.
5. As noites e os domingos
Trabalho entre dez da noite e cinco da manhã tem adicional, e a hora noturna é reduzida — vale mais que a hora normal. Domingo e feriado sem folga compensada também têm regra própria.
Para quem roda de madrugada, isso costuma somar bastante.
Quantos desses são o seu caso?
Me conta como era a rotina: que horas começava, quanto esperava para carregar, se recebia por fora, qual o tamanho do tanque. Com isso eu já te digo se vale a pena e mais ou menos o tamanho.
Contar minha rotina"Não tenho nada guardado"
Quase sempre tem, e você nem lembra que tem:
O que costuma servir de prova
- Disco ou fita do tacógrafo
- Extrato bancário, que mostra o que caiu de verdade
- Conversa de WhatsApp com o encarregado
- Foto do caminhão e do tanque
- Cupom de abastecimento e comprovante de pedágio
- Colega que rodava com você
E o que estiver com a empresa, ela é obrigada a apresentar quando o juiz manda. Se não apresentar, isso pesa contra ela.
Atenção ao prazo: você tem dois anos depois de sair da empresa para entrar com a ação, e ela cobre os cinco anos anteriores. Passou disso, não dá mais — nem que a empresa devesse muito.
Como funciona daqui
- Você me conta o caso pelo WhatsApp, sem compromisso
- Eu analiso e te digo com honestidade se há o que buscar
- Se houver, a gente reúne os documentos e eu monto a ação
- Você acompanha tudo pelo celular, sem precisar faltar ao serviço
- Você só paga se ganhar
